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O fechamento do mercado financeiro brasileiro em 25 de setembro de 2026 ocorreu com alta do dólar comercial e queda do Ibovespa por segundo pregão seguido. A taxa PTAX de compra do dólar, divulgada pelo Banco Central após as 16h, foi fixada em R$ 5,1985, com variação diária de +0,38% diante de R$ 5,1789 no dia anterior. A taxa de venda foi de R$ 5,1991, também com variação de +0,38%. O Ibovespa, índice da B3, encerrou o pregão das 17h em 183.560,32 pontos, com redução de 694,13 pontos e variação diária de -0,38% ante os 184.254,45 pontos de 24 de setembro. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 21,54 bilhões, em 3,22 milhões de negócios.
Resumo do Fechamento Diário de 25/09/2026
| Indicador |
Valor de fechamento |
Variação diária |
| Dólar comercial (PTAX compra) |
R$ 5,1985 |
+0,38% |
| Dólar comercial (PTAX venda) |
R$ 5,1991 |
+0,38% |
| Ibovespa (pontos) |
183.560,32 |
-0,38% |
Maiores altas do pregão (B3, 25/09/2026)
| Código |
Nome |
Variação diária |
| SEQL3 |
Sequoia Logística e Transportes S.A. |
+14,29% |
| FSRF11 |
Fiset Fundo de Investimento (cota) |
+14,29% |
| FASA3 |
FASA S.A. |
+13,79% |
| AZZA3 |
Azzas 2154 S.A. |
+12,69% |
| AZZA3F |
Azzas 2154 S.A. |
+12,42% |
Maiores baixas do pregão (B3, 25/09/2026)
| Código |
Nome |
Variação diária |
| LUXM4F |
Trevisa Investimentos S.A. (ações preferenciais) |
-15,74% |
| FSRF11F |
Fiset Fundo de Investimento (cota) |
-12,50% |
| ARML3 |
Armac Locação Logística e Serviços S.A. |
-11,78% |
| BRKM6 |
Braskem S.A. (ações preferenciais classe B) |
-10,38% |
| PMAM3 |
Paranapanema S.A. |
-7,14% |
Fatores que influenciaram o dia
A alta do dólar em 25 de setembro ocorreu após a divulgação do IPCA-15 de setembro, que registrou variação de 0,70%, contra queda de 0,40% em agosto. O resultado ficou acima da mediana das projeções de mercado, de 0,53%, e acima do teto da faixa de estimativas, de 0,66%. Em 12 meses, o índice passou de 4,24% para 4,47%. O dado elevou as taxas de juros futuros e reduziu a expectativa de novos cortes da Selic no curto prazo, sustentando a moeda americana frente ao real.
No exterior, os investidores acompanharam o recuo do petróleo. O barril do Brent recuou para a faixa de US$ 105 a US$ 106, após alta superior a 7% acumulada nas duas sessões anteriores, e o WTI operou perto de US$ 93. O movimento reflete relatos de que negociadores dos Estados Unidos e do Irã discutem um acordo gradual, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, que permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz. A queda do petróleo pressionou as ações do setor de energia na B3: Petrobras variou abaixo de -1% e Prio próximo de -2%, o que contribuiu para a queda do Ibovespa. Os títulos do Tesouro americano seguiram com rendimentos acima de 5% ao ano, mantendo a aversão ao risco nos mercados emergentes.
No segmento de metais preciosos, o ouro à vista internacional fechou o dia em torno de US$ 4.294 a onça, com variação positiva, e a prata operou perto de US$ 64,57 a onça, com alta superior a 1%. No mercado doméstico, o ouro do Banco Central (por grama) variou +1,24%, para R$ 717,2323 na compra e R$ 717,3151 na venda.
Ouro, prata e o fator China
No último mês, as notícias sobre a China passaram a ocupar papel central na formação dos preços do ouro e da prata. Dados da Administração Geral de Alfândegas chinesa, divulgados em 22 de setembro, indicam que o país importou 1.141 toneladas de ouro nos primeiros oito meses de 2026, no valor de US$ 158,8 bilhões, volume superior ao total de cada um dos anos completos de 2023, 2024 e 2025. O Banco Popular da China (PBOC) adicionou 20,2 toneladas em agosto, estendendo a sequência de altas mensais das reservas para 22 meses consecutivos, com estoque oficial de 2.387 toneladas, o equivalente a cerca de 9% das reservas cambiais do país. Estimativas de mercado indicam compras adicionais não declaradas pelo banco central. A demanda chinesa é associada ao yuan mais valorizado, que reduz o custo do ouro importado, à retração do mercado imobiliário doméstico desde 2021, que limita alternativas de investimento, e às tensões geopolíticas globais.
Na prata, o prêmio da Bolsa de Ouro de Xangai (SGE) sobre o preço à vista internacional atingiu 12,91% em 18 de setembro de 2026, com cotação de US$ 75,09 a onça contra US$ 66,50 no mercado à vista americano. O diferencial é explicado pelo imposto de 13% sobre a prata na China e por controles de exportação instituídos em janeiro de 2026, que restringem a operação a 44 empresas aprovadas e bloqueiam a arbitragem. A China exportou 162 milhões de onças de prata no ano anterior.
Ainda assim, o preço internacional do ouro à vista recuou no período: de US$ 4.594,17 a onça em 26 de agosto para US$ 4.291,60 em 25 de setembro, queda de 6,59%, pressionado pelos juros americanos altos e pela força do dólar. Em reais por grama, o ouro do Banco Central recuou 5,89% no mês. No dia 25 de setembro, o ouro e a prata voltaram a subir, em movimento associado à busca por ativos de reserva em meio às negociações no Oriente Médio. Para o mercado brasileiro, o cenário afeta diretamente as ações de mineração e o fluxo de divisas do setor de commodities.
Análise do último mês (26/08 a 25/09/2026)
No período de 22 dias úteis entre 26 de agosto e 25 de setembro de 2026, a taxa PTAX de compra do dólar passou de R$ 5,1598 para R$ 5,1985, alta acumulada de 0,75%. A mínima do período foi R$ 5,0850, em 8 de setembro, e a máxima, R$ 5,1999, em 28 de agosto. A trajetória mostra queda do dólar na primeira semana de setembro, seguida de salto de 1,53% em 14 de setembro e estabilidade na faixa de R$ 5,11 a R$ 5,15 até 22 de setembro, com nova alta nos três últimos pregões até R$ 5,1985.
O marco do mês foi a chamada Super Quarta de 16 de setembro. No mesmo dia, o Federal Reserve elevou a faixa dos juros básicos dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, para 3,75% a 4,00% ao ano, primeira alta desde 2023, em resposta à inflação acima do objetivo. Horas depois, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, quinto corte consecutivo, com comunicado que não indicou os próximos passos e avaliou que o cenário exige cautela devido aos conflitos no Oriente Médio e à incerteza sobre a política monetária das economias avançadas. O diferencial de juros Brasil-EUA comprimiu de 10,50 pontos percentuais para 9,75 pontos percentuais no dia, reduzindo o atrativo do carry trade. Ainda assim, a Selic corrigida pela inflação permanece entre as mais altas do mundo, o que deu sustentação ao real.
Além dos juros, o mês foi marcado pela volatilidade do petróleo, com alta nos dias que antecederam 25 de setembro devido aos riscos de fechamento do Estreito de Ormuz, e por pesquisas eleitorais e discussões fiscais que influenciaram as taxas de juros futuros domésticas. O Ibovespa encerrou a última semana em queda, com os papéis de energia exercendo pressão negativa no índice em 24 e 25 de setembro, enquanto levantamentos de mercado indicam ganho no acumulado de setembro.
Variação diária do dólar comercial PTAX (26/08 a 25/09/2026)
| Data |
Compra (R$) |
Venda (R$) |
Var. compra (%) |
Var. venda (%) |
| 26/08/2026 |
5,1598 |
5,1604 |
s.r. |
s.r. |
| 27/08/2026 |
5,1637 |
5,1642 |
+0,08 |
+0,07 |
| 28/08/2026 |
5,1999 |
5,2005 |
+0,70 |
+0,70 |
| 31/08/2026 |
5,1810 |
5,1816 |
-0,36 |
-0,36 |
| 01/09/2026 |
5,1564 |
5,1570 |
-0,47 |
-0,47 |
| 02/09/2026 |
5,1267 |
5,1273 |
-0,58 |
-0,58 |
| 03/09/2026 |
5,0956 |
5,0962 |
-0,61 |
-0,61 |
| 04/09/2026 |
5,1247 |
5,1253 |
+0,57 |
+0,57 |
| 08/09/2026 |
5,0850 |
5,0856 |
-0,77 |
-0,77 |
| 09/09/2026 |
5,0973 |
5,0979 |
+0,24 |
+0,24 |
| 10/09/2026 |
5,1143 |
5,1149 |
+0,33 |
+0,33 |
| 11/09/2026 |
5,0912 |
5,0918 |
-0,45 |
-0,45 |
| 14/09/2026 |
5,1690 |
5,1696 |
+1,53 |
+1,53 |
| 15/09/2026 |
5,1484 |
5,1490 |
-0,40 |
-0,40 |
| 16/09/2026 |
5,1520 |
5,1527 |
+0,07 |
+0,07 |
| 17/09/2026 |
5,1515 |
5,1521 |
-0,01 |
-0,01 |
| 18/09/2026 |
5,1569 |
5,1575 |
+0,10 |
+0,10 |
| 21/09/2026 |
5,1111 |
5,1117 |
-0,89 |
-0,89 |
| 22/09/2026 |
5,1155 |
5,1161 |
+0,09 |
+0,09 |
| 23/09/2026 |
5,1408 |
5,1414 |
+0,49 |
+0,49 |
| 24/09/2026 |
5,1789 |
5,1795 |
+0,74 |
+0,74 |
| 25/09/2026 |
5,1985 |
5,1991 |
+0,38 |
+0,38 |
Nota: s.r. = sem referência (primeiro dia da série). Alta acumulada no período: +0,75% (compra e venda).
Variação diária do ouro (Banco Central, R$ por grama) (26/08 a 25/09/2026)
| Data |
Compra (R$/g) |
Venda (R$/g) |
Var. compra (%) |
Var. venda (%) |
Ouro spot (US$/oz) |
| 26/08/2026 |
762,1566 |
762,2452 |
s.r. |
s.r. |
4594,17 |
| 27/08/2026 |
765,5597 |
765,6338 |
+0,45 |
+0,44 |
4611,29 |
| 28/08/2026 |
756,0192 |
756,1064 |
-1,25 |
-1,24 |
4522,19 |
| 31/08/2026 |
737,8240 |
737,9094 |
-2,41 |
-2,41 |
4429,49 |
| 01/09/2026 |
724,8243 |
724,9086 |
-1,76 |
-1,76 |
4372,27 |
| 02/09/2026 |
720,7507 |
720,8351 |
-0,56 |
-0,56 |
4373,09 |
| 03/09/2026 |
735,7205 |
735,8071 |
+2,08 |
+2,08 |
4491,14 |
| 04/09/2026 |
731,1599 |
731,2455 |
-0,62 |
-0,62 |
4437,45 |
| 08/09/2026 |
718,2203 |
718,3051 |
-1,77 |
-1,77 |
4393,38 |
| 09/09/2026 |
720,7721 |
720,8569 |
+0,36 |
+0,36 |
4398,22 |
| 10/09/2026 |
717,9980 |
718,0823 |
-0,38 |
-0,38 |
4366,40 |
| 11/09/2026 |
715,2571 |
715,3414 |
-0,38 |
-0,38 |
4369,49 |
| 14/09/2026 |
712,4742 |
712,5569 |
-0,39 |
-0,39 |
4287,02 |
| 15/09/2026 |
710,0262 |
710,1090 |
-0,34 |
-0,34 |
4289,29 |
| 16/09/2026 |
720,7611 |
720,8590 |
+1,51 |
+1,51 |
4351,19 |
| 17/09/2026 |
723,6269 |
723,7112 |
+0,40 |
+0,40 |
4368,92 |
| 18/09/2026 |
722,1538 |
722,2378 |
-0,20 |
-0,20 |
4355,59 |
| 21/09/2026 |
714,2398 |
714,3236 |
-1,10 |
-1,10 |
4346,50 |
| 22/09/2026 |
711,8703 |
711,9538 |
-0,33 |
-0,33 |
4328,26 |
| 23/09/2026 |
707,7093 |
707,7919 |
-0,58 |
-0,58 |
4281,99 |
| 24/09/2026 |
708,4679 |
708,5499 |
+0,11 |
+0,11 |
4255,17 |
| 25/09/2026 |
717,2323 |
717,3151 |
+1,24 |
+1,24 |
4291,60 |
Nota: s.r. = sem referência (primeiro dia da série). Queda acumulada no período: -5,89% (compra e venda). O ouro spot em dólar recuou 6,59% no período.
(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxa PTAX do dólar comercial e cotação de fechamento do ouro), B3 (Ibovespa e levantamento de maiores altas e baixas do pregão), Refinitiv e agências de notícias econômicas.
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