"> Dólar e ouro sobem e Ibovespa em queda livre

 

Economia - 25/09/2026 - 17:27:40

 

Dólar e ouro sobem e Ibovespa em queda livre

Dólar PTAX fecha a R$ 5,1985 e Ibovespa cai 0,38%; IPCA-15 acima do esperado e petróleo recua

 

Da Redação .

Foto(s): Arte @HORA

 

m 25/09/2026, dólar PTAX (compra) fecha a R$ 5,1985 (+0,38%) e Ibovespa em 183.560,32 pontos (-0,38%). Ouro por grama em reais varia +1,24%. Pesam no dia IPCA-15 de setembro em 0,70%, recuo do petróleo com negociações EUA-Irã sobre Ormuz e movimento de ouro e prata após dados de compras da China.

m 25/09/2026, dólar PTAX (compra) fecha a R$ 5,1985 (+0,38%) e Ibovespa em 183.560,32 pontos (-0,38%). Ouro por grama em reais varia +1,24%. Pesam no dia IPCA-15 de setembro em 0,70%, recuo do petróleo com negociações EUA-Irã sobre Ormuz e movimento de ouro e prata após dados de compras da China.

O fechamento do mercado financeiro brasileiro em 25 de setembro de 2026 ocorreu com alta do dólar comercial e queda do Ibovespa por segundo pregão seguido. A taxa PTAX de compra do dólar, divulgada pelo Banco Central após as 16h, foi fixada em R$ 5,1985, com variação diária de +0,38% diante de R$ 5,1789 no dia anterior. A taxa de venda foi de R$ 5,1991, também com variação de +0,38%. O Ibovespa, índice da B3, encerrou o pregão das 17h em 183.560,32 pontos, com redução de 694,13 pontos e variação diária de -0,38% ante os 184.254,45 pontos de 24 de setembro. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 21,54 bilhões, em 3,22 milhões de negócios.

Resumo do Fechamento Diário de 25/09/2026

Indicador Valor de fechamento Variação diária
Dólar comercial (PTAX compra) R$ 5,1985 +0,38%
Dólar comercial (PTAX venda) R$ 5,1991 +0,38%
Ibovespa (pontos) 183.560,32 -0,38%

Maiores altas do pregão (B3, 25/09/2026)

Código Nome Variação diária
SEQL3 Sequoia Logística e Transportes S.A. +14,29%
FSRF11 Fiset Fundo de Investimento (cota) +14,29%
FASA3 FASA S.A. +13,79%
AZZA3 Azzas 2154 S.A. +12,69%
AZZA3F Azzas 2154 S.A. +12,42%

Maiores baixas do pregão (B3, 25/09/2026)

Código Nome Variação diária
LUXM4F Trevisa Investimentos S.A. (ações preferenciais) -15,74%
FSRF11F Fiset Fundo de Investimento (cota) -12,50%
ARML3 Armac Locação Logística e Serviços S.A. -11,78%
BRKM6 Braskem S.A. (ações preferenciais classe B) -10,38%
PMAM3 Paranapanema S.A. -7,14%

Fatores que influenciaram o dia

A alta do dólar em 25 de setembro ocorreu após a divulgação do IPCA-15 de setembro, que registrou variação de 0,70%, contra queda de 0,40% em agosto. O resultado ficou acima da mediana das projeções de mercado, de 0,53%, e acima do teto da faixa de estimativas, de 0,66%. Em 12 meses, o índice passou de 4,24% para 4,47%. O dado elevou as taxas de juros futuros e reduziu a expectativa de novos cortes da Selic no curto prazo, sustentando a moeda americana frente ao real.

No exterior, os investidores acompanharam o recuo do petróleo. O barril do Brent recuou para a faixa de US$ 105 a US$ 106, após alta superior a 7% acumulada nas duas sessões anteriores, e o WTI operou perto de US$ 93. O movimento reflete relatos de que negociadores dos Estados Unidos e do Irã discutem um acordo gradual, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, que permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz. A queda do petróleo pressionou as ações do setor de energia na B3: Petrobras variou abaixo de -1% e Prio próximo de -2%, o que contribuiu para a queda do Ibovespa. Os títulos do Tesouro americano seguiram com rendimentos acima de 5% ao ano, mantendo a aversão ao risco nos mercados emergentes.

No segmento de metais preciosos, o ouro à vista internacional fechou o dia em torno de US$ 4.294 a onça, com variação positiva, e a prata operou perto de US$ 64,57 a onça, com alta superior a 1%. No mercado doméstico, o ouro do Banco Central (por grama) variou +1,24%, para R$ 717,2323 na compra e R$ 717,3151 na venda.

Ouro, prata e o fator China

No último mês, as notícias sobre a China passaram a ocupar papel central na formação dos preços do ouro e da prata. Dados da Administração Geral de Alfândegas chinesa, divulgados em 22 de setembro, indicam que o país importou 1.141 toneladas de ouro nos primeiros oito meses de 2026, no valor de US$ 158,8 bilhões, volume superior ao total de cada um dos anos completos de 2023, 2024 e 2025. O Banco Popular da China (PBOC) adicionou 20,2 toneladas em agosto, estendendo a sequência de altas mensais das reservas para 22 meses consecutivos, com estoque oficial de 2.387 toneladas, o equivalente a cerca de 9% das reservas cambiais do país. Estimativas de mercado indicam compras adicionais não declaradas pelo banco central. A demanda chinesa é associada ao yuan mais valorizado, que reduz o custo do ouro importado, à retração do mercado imobiliário doméstico desde 2021, que limita alternativas de investimento, e às tensões geopolíticas globais.

Na prata, o prêmio da Bolsa de Ouro de Xangai (SGE) sobre o preço à vista internacional atingiu 12,91% em 18 de setembro de 2026, com cotação de US$ 75,09 a onça contra US$ 66,50 no mercado à vista americano. O diferencial é explicado pelo imposto de 13% sobre a prata na China e por controles de exportação instituídos em janeiro de 2026, que restringem a operação a 44 empresas aprovadas e bloqueiam a arbitragem. A China exportou 162 milhões de onças de prata no ano anterior.

Ainda assim, o preço internacional do ouro à vista recuou no período: de US$ 4.594,17 a onça em 26 de agosto para US$ 4.291,60 em 25 de setembro, queda de 6,59%, pressionado pelos juros americanos altos e pela força do dólar. Em reais por grama, o ouro do Banco Central recuou 5,89% no mês. No dia 25 de setembro, o ouro e a prata voltaram a subir, em movimento associado à busca por ativos de reserva em meio às negociações no Oriente Médio. Para o mercado brasileiro, o cenário afeta diretamente as ações de mineração e o fluxo de divisas do setor de commodities.

Análise do último mês (26/08 a 25/09/2026)

No período de 22 dias úteis entre 26 de agosto e 25 de setembro de 2026, a taxa PTAX de compra do dólar passou de R$ 5,1598 para R$ 5,1985, alta acumulada de 0,75%. A mínima do período foi R$ 5,0850, em 8 de setembro, e a máxima, R$ 5,1999, em 28 de agosto. A trajetória mostra queda do dólar na primeira semana de setembro, seguida de salto de 1,53% em 14 de setembro e estabilidade na faixa de R$ 5,11 a R$ 5,15 até 22 de setembro, com nova alta nos três últimos pregões até R$ 5,1985.

O marco do mês foi a chamada Super Quarta de 16 de setembro. No mesmo dia, o Federal Reserve elevou a faixa dos juros básicos dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, para 3,75% a 4,00% ao ano, primeira alta desde 2023, em resposta à inflação acima do objetivo. Horas depois, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, quinto corte consecutivo, com comunicado que não indicou os próximos passos e avaliou que o cenário exige cautela devido aos conflitos no Oriente Médio e à incerteza sobre a política monetária das economias avançadas. O diferencial de juros Brasil-EUA comprimiu de 10,50 pontos percentuais para 9,75 pontos percentuais no dia, reduzindo o atrativo do carry trade. Ainda assim, a Selic corrigida pela inflação permanece entre as mais altas do mundo, o que deu sustentação ao real.

Além dos juros, o mês foi marcado pela volatilidade do petróleo, com alta nos dias que antecederam 25 de setembro devido aos riscos de fechamento do Estreito de Ormuz, e por pesquisas eleitorais e discussões fiscais que influenciaram as taxas de juros futuros domésticas. O Ibovespa encerrou a última semana em queda, com os papéis de energia exercendo pressão negativa no índice em 24 e 25 de setembro, enquanto levantamentos de mercado indicam ganho no acumulado de setembro.

Variação diária do dólar comercial PTAX (26/08 a 25/09/2026)

Data Compra (R$) Venda (R$) Var. compra (%) Var. venda (%)
26/08/2026 5,1598 5,1604 s.r. s.r.
27/08/2026 5,1637 5,1642 +0,08 +0,07
28/08/2026 5,1999 5,2005 +0,70 +0,70
31/08/2026 5,1810 5,1816 -0,36 -0,36
01/09/2026 5,1564 5,1570 -0,47 -0,47
02/09/2026 5,1267 5,1273 -0,58 -0,58
03/09/2026 5,0956 5,0962 -0,61 -0,61
04/09/2026 5,1247 5,1253 +0,57 +0,57
08/09/2026 5,0850 5,0856 -0,77 -0,77
09/09/2026 5,0973 5,0979 +0,24 +0,24
10/09/2026 5,1143 5,1149 +0,33 +0,33
11/09/2026 5,0912 5,0918 -0,45 -0,45
14/09/2026 5,1690 5,1696 +1,53 +1,53
15/09/2026 5,1484 5,1490 -0,40 -0,40
16/09/2026 5,1520 5,1527 +0,07 +0,07
17/09/2026 5,1515 5,1521 -0,01 -0,01
18/09/2026 5,1569 5,1575 +0,10 +0,10
21/09/2026 5,1111 5,1117 -0,89 -0,89
22/09/2026 5,1155 5,1161 +0,09 +0,09
23/09/2026 5,1408 5,1414 +0,49 +0,49
24/09/2026 5,1789 5,1795 +0,74 +0,74
25/09/2026 5,1985 5,1991 +0,38 +0,38

Nota: s.r. = sem referência (primeiro dia da série). Alta acumulada no período: +0,75% (compra e venda).

Variação diária do ouro (Banco Central, R$ por grama) (26/08 a 25/09/2026)

Data Compra (R$/g) Venda (R$/g) Var. compra (%) Var. venda (%) Ouro spot (US$/oz)
26/08/2026 762,1566 762,2452 s.r. s.r. 4594,17
27/08/2026 765,5597 765,6338 +0,45 +0,44 4611,29
28/08/2026 756,0192 756,1064 -1,25 -1,24 4522,19
31/08/2026 737,8240 737,9094 -2,41 -2,41 4429,49
01/09/2026 724,8243 724,9086 -1,76 -1,76 4372,27
02/09/2026 720,7507 720,8351 -0,56 -0,56 4373,09
03/09/2026 735,7205 735,8071 +2,08 +2,08 4491,14
04/09/2026 731,1599 731,2455 -0,62 -0,62 4437,45
08/09/2026 718,2203 718,3051 -1,77 -1,77 4393,38
09/09/2026 720,7721 720,8569 +0,36 +0,36 4398,22
10/09/2026 717,9980 718,0823 -0,38 -0,38 4366,40
11/09/2026 715,2571 715,3414 -0,38 -0,38 4369,49
14/09/2026 712,4742 712,5569 -0,39 -0,39 4287,02
15/09/2026 710,0262 710,1090 -0,34 -0,34 4289,29
16/09/2026 720,7611 720,8590 +1,51 +1,51 4351,19
17/09/2026 723,6269 723,7112 +0,40 +0,40 4368,92
18/09/2026 722,1538 722,2378 -0,20 -0,20 4355,59
21/09/2026 714,2398 714,3236 -1,10 -1,10 4346,50
22/09/2026 711,8703 711,9538 -0,33 -0,33 4328,26
23/09/2026 707,7093 707,7919 -0,58 -0,58 4281,99
24/09/2026 708,4679 708,5499 +0,11 +0,11 4255,17
25/09/2026 717,2323 717,3151 +1,24 +1,24 4291,60

Nota: s.r. = sem referência (primeiro dia da série). Queda acumulada no período: -5,89% (compra e venda). O ouro spot em dólar recuou 6,59% no período.

(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxa PTAX do dólar comercial e cotação de fechamento do ouro), B3 (Ibovespa e levantamento de maiores altas e baixas do pregão), Refinitiv e agências de notícias econômicas.

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