Mais uma vez, o meia Roger não gostou de ser substituído. Ao ser informado que Gil entraria em seu lugar no intervalo, o jogador se afastou do elenco e foi para o chuveiro. Nem voltou para o segundo tempo.
Ele já havia reclamado ao ser substituído contra o Cianorte e contra o Santo André.
"Não posso falar nada, eu tento cumprir o que ele me pede e o Passarella não me diz porque eu saio. Só contra o União (São João) eu joguei 90 minutos", afirmou.
"Não teve problema nenhum, apenas tomei meu banho e fiquei no meu carro escutando música. Meu carro está aqui, do lado do ônibus", completou, para alfinetar o chefe. "O saco demora para encher, eu tenho muita paciência", disse.
Além de Roger, nenhum jogador quis falar abertamente sobre o assunto. O técnico Daniel Passarella e o diretor do MSI Paulo Angioni, com discursos bastante parecidos, foram os únicos a comentar o caso.
"Não houve qualquer discussão entre a gente. O Roger tem o direito de ficar triste e somente isso. Ele tem que aceitar a decisão do treinador", afirmou Passarella, chamado de "burro" pela substituição.
"Ele tem todo direito de ficar triste por ter sido substituído. E só", repetiu Angioni, apressado para conversar com o jogador antes dele sair do antidoping.
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