Internacional - 12/08/2017 - 00:55:12

 

'Opção militar' não é descartada por Trump no caso da Venezuela

'Opção militar' não é descartada por Trump no caso da Venezuela

 

Da Redação com agências

Foto(s): Divulgação / Arquivo

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (11) que não descarta uma "opção militar" para a crise que assola a Venezuela, país que, em sua opinião, se encontra afundado em uma "bagunça muito perigosa". 

Trump fez essa declaração no seu clube de golfe em Nova Jersey, após reunir-se com o secretário de Estado, Rex Tillerson; o assessor de segurança nacional, general H. McMaster; e a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

"Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar se for necessário", disse o presidente de seu clube de golfe em Bedminster (Nova Jersey), onde se encontra de férias.

Trump lembrou que a Venezuela é "vizinha" dos Estados Unidos e disse que "certamente" Washington poderia optar por uma operação militar para resolver a situação no país sul-americano, onde quatro meses de protestos contra o presidente Nicolás Maduro resultaram em violentos distúrbios, que deixaram pelo menos 125 mortos.

"Temos tropas no mundo todo em lugares muito distantes. A Venezuela não fica longe e as pessoas estão sofrendo e morrendo", disse Trump.

O ministro venezuelano da Defesa, general Vladimir Padrino López, reagiu afirmando que a ameaça de Trump "é um ato de loucura, de supremo extremismo, de uma elite extremista que governa os Estados Unidos".

"Como soldado, junto à FANB (Força Armada Nacional Bolivariana) e junto ao povo, estou certo de que todos estaremos na linha de frente na defesa dos interesses e da soberania de nossa amada Venezuela", declarou Padrino à TV estatal.

O chanceler chileno, Heraldo Muñoz, repudiou a posição de Trump afirmando no Twitter que o governo de Michelle Bachelet "rejeita qualquer ameaça de intervenção militar na Venezuela".

Muñoz defendeu a 'Declaração de Lima', firmada esta semana por 12 países do continente, que pede uma "negociação" para se chegar a uma "solução duradoura" na Venezuela.

Horas após a ameaça de Trump, a Casa Branca informou que o presidente "conversará com prazer com o líder da Venezuela assim que a democracia for restaurada neste país".

"Os Estados Unidos estão com o povo da Venezuela diante da contínua repressão do regime de Maduro", acrescentou o comunicado.

Maduro havia ordenado a seu chanceler, Jorge Arreaza, que buscasse uma "conversa pessoal" com Trump, por telefone ou no contexto da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, marcada para setembro.

Trump analisou a crise na Venezuela nesta sexta-feira com seu secretário de Estado, Rex Tillerson, e com a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

"A Venezuela é um desastre, é um desastre muito perigoso e uma situação muito triste", declarou Trump.

Procurados, o Pentágono e o Comando Sul dos Estados Unidos ainda não comentaram as ameaças de Trump.

Os Estados Unido não reconhecem a Assembleia Constituinte promovida pelo presidente Maduro, que a oposição rejeita por considerá-la uma "fraude" que busca perpetuar o mandatário no poder.

As declarações de Trump acontecem dois dias depois de o Tesouro americano ter sancionado Adán Chávez, irmão do ex-presidente Hugo Chávez (1999-2013), e outros sete funcionários venezuelanos por promoverem a Constituinte.

Chamando Maduro de "ditador", o governo de Trump o sancionou no dia seguinte à eleição da Constituinte. Treze funcionários do governo e ex-colaboradores foram acusados de romper a ordem democrática, de corrupção e de violação dos direitos humanos.

A Constituinte instalada no último final de semana regirá o país com poderes absolutos pelo menos por dois anos.

Com informações da AFP, EFE e Abr

 



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