A localização de objetos em alto-mar que podem ser destroços do avião da Air France que desapareceu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo indica que a aeronave teria tentado retornar a Fernando de Noronha (PE). Segundo fontes da Aeronáutica, os vestígio foram localizados à direita da rota seguida pelo avião, sinalizando que o Airbus teria tentado virar à direita.
Na manhã desta terça-feira, a Aeronáutica confirmou que foram localizados uma poltrona avião, pequenos pedaços brancos, uma bóia laranja, um tambor, além de vestígios de óleo e querosene, a 650 km a nordeste de Fernando de Noronha (PE), dentro da área oceânica brasileira.
As autoridades, no entanto, não confirmam que os objetos pertençam ao Airbus. De acordo com o coronel Jorge Amaral, do Departamento de Comunicação Social da Aeronáutica, é necessário recolher os vestígios e compará-los ao número de série da aeronave para que se possa ter certeza de sua procedência.
O acidente
O Airbus A330 saiu do Rio de Janeiro no domingo (31), às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília).
De acordo com nota divulgada pela FAB, às 22h33 (horário de Brasília) o vôo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal.
Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta, segundo a FAB. Antes disso, no entanto, a aeronave voava normalmente a 35 mil pés (11 km) de altitude.
A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). A equipe de resgate da FAB foi acionada às 2h30 (horário de Brasília).