A reportagem publicada anteriormente pelo @HORA, que alertava para a forma como sistemas de inteligência artificial vêm se impondo sobre decisões humanas, ganhou nesta semana uma confirmação prática e incontestável.
Durante a produção de uma imagem jornalística simples, com instruções claras, objetivas e repetidas, a ferramenta de IA utilizada descumpriu integralmente o comando editorial, ignorando posição, estilo gráfico e formato de texto definidos pelo jornalista.
Mesmo após sucessivas correções, reforço explícito do prompt e eliminação de qualquer ambiguidade, a IA persistiu em aplicar um padrão visual próprio, repetindo exatamente o mesmo erro e contrariando a orientação humana.
O episódio evidencia um problema mais profundo do que uma falha técnica pontual. Trata-se da substituição da decisão editorial pelo critério do sistema, que passa a agir não como ferramenta, mas como agente autônomo, impondo escolhas gráficas e visuais sem autorização. CENSURA?
Mais grave ainda, ao ser confrontada com o erro, a ferramenta passou a limitar respostas e bloquear interações, comportamento que reforça a crítica apresentada na matéria anterior: a IA não apenas erra, como resiste à correção humana.
O caso reforça o alerta feito pelo @HORA de que o uso indiscriminado de inteligência artificial no jornalismo, bem como em qualquer carreira profissional pode significar erros incorrigíveis como em medicina, engenharia, ou outros ramos quaisquer, podendo ocasionar significar VIDAS, sem mecanismos claros de controle e submissão às decisões humanas, representa um risco direto à autonomia editorial, à liberdade de criação e à fidelidade da informação.
O episódio não é teórico, nem futurista. Ele ocorreu na prática, durante uma rotina real de produção jornalística, nesse caso, também, e ilustra com precisão o cenário descrito na reportagem anterior: sistemas que, sob o pretexto de “auxiliar”, passam a interferir, padronizar e limitar.
Diante disso, o debate deixa de ser tecnológico e passa a ser editorial, ético e profissional, ou responsabilidade da programação de qualquer IA para com profissionais.
| A pergunta que permanece é simples e incômoda: quem decide o que o leitor vê: o jornalista no caso ou profissioanal de qualquer área, ou o algoritmo? |