EUA e Israel atacam o Irã e Teerã retalia bases americanas em quatro países
Da Redação .
Foto(s): Arte @HORA
Operação coordenada mira instalações em Teerã e outras cidades; Irã lança mísseis e drones contra bases dos EUA no Catar, Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes, enquanto ameaça expandir alvos na região.
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EUA e Israel atacam o Irã; Teerã retalia bases americanas em quatro países
Operação coordenada mira instalações em Teerã e outras cidades e Irã lança mísseis e drones contra bases dos EUA no Catar, Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes, enquanto ameaça expandir alvos na região.
O contexto do conflito
A operação militar conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, deflagrada na madrugada de 28 de fevereiro de 2026, é o segundo episódio de ataques diretos dos EUA ao território iraniano em menos de um ano. O primeiro ocorreu em 22 de junho de 2025, quando a Força Aérea norte-americana conduziu a chamada Operação Martelo da Meia-Noite, bombardeando três instalações nucleares iranianas: Fordow, Natanz e Isfahan. Naquela ocasião, seis bombardeiros Northrop B-2 Spirit lançaram 12 bombas GBU-57A/B MOP em Fordow, enquanto submarinos americanos dispararam 30 mísseis Tomahawk contra Natanz e Isfahan — totalizando aproximadamente 75 armas guiadas de precisão, 125 aeronaves e um submarino empregados na operação.
A justificativa declarada pelos EUA para ambas as operações é impedir que o Irã desenvolva armamento nuclear. O presidente Donald Trump afirmou, em junho de 2025, que o objetivo foi "quebrar a capacidade nuclear" iraniana e, no ataque de fevereiro de 2026, reiterou que a intenção é "garantir que o Irã não terá uma arma nuclear". O governo iraniano rejeita a acusação, sustentando que seu programa nuclear tem fins pacíficos, voltados à produção de energia.
A ofensiva de 28 de fevereiro de 2026
Na madrugada de 28 de fevereiro, explosões foram registradas em Teerã e em outras quatro cidades iranianas, marcando o início da segunda operação militar conjunta de EUA e Israel contra o país. O Pentágono classificou a ação como "massiva e contínua", e militares dos EUA informaram que a campanha pode se estender por dias. Trump reconheceu publicamente que vidas americanas podem ser perdidas no processo.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou que a operação visa "eliminar a ameaça existencial representada pelo regime no Irã" e que a ação "criará condições para que o povo iraniano tome as responsabilidades do seu destino". O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, classificou o ataque como "preventivo", ordenado para "eliminar ameaças". As forças dos EUA conduziram ataques por vias aérea e marítima, seguindo o modelo da Operação Martelo da Meia-Noite.
As semanas anteriores ao ataque foram marcadas por rodadas de negociação entre Washington e Teerã, sem resultado. O Irã havia sinalizado disposição para reduzir o nível de enriquecimento de urânio em troca do fim de sanções. Os EUA, além de exigir a paralisação do enriquecimento, demandavam restrições ao alcance dos mísseis balísticos iranianos e o encerramento do apoio a grupos armados no Oriente Médio.
A retaliação iraniana em junho de 2025
Após a Operação Martelo da Meia-Noite, o Irã respondeu dois dias depois, em 23 de junho de 2025, com ataques de mísseis balísticos de curto e médio alcance contra a base aérea de Al-Udeid, no Catar — a maior instalação militar americana na região, com mais de 10 mil soldados. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã declarou em comunicado que as Forças Armadas "destruíram a base aérea americana de Al-Udeid". O Pentágono confirmou o ataque e informou que não houve vítimas entre as forças dos EUA, sem detalhar os danos à infraestrutura.
A Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) também disparou mísseis contra bases militares americanas no Iraque naquele mesmo episódio. O Irã avisou Washington e Doha sobre o ataque com duas horas de antecedência por canais diplomáticos, e autoridades iranianas indicaram à imprensa que o objetivo era retaliar de forma a permitir uma saída para todas as partes. Trump qualificou o ataque iraniano de "fraco".
Uma avaliação posterior dos EUA, divulgada em julho de 2025, concluiu que a Operação Martelo da Meia-Noite destruiu apenas uma das três instalações nucleares iranianas, contrariando declarações oficiais do Pentágono e da Casa Branca.
A retaliação iraniana em 28 de fevereiro de 2026
Em resposta ao ataque conjunto de EUA e Israel na madrugada de 28 de fevereiro de 2026, o Irã lançou mísseis e drones de forma simultânea contra instalações militares americanas em quatro países:
Base Aérea de Al-Udeid, no Catar
Base de Al-Salem, no Kuwait
Base de Al-Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos
Sede da Quinta Frota dos EUA, no Bahrein
O Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou o revide e declarou que o país "não hesitará" em sua resposta. A Guarda Revolucionária anunciou o início da primeira onda de mísseis e drones contra Israel no mesmo dia. O porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas afirmou: "Qualquer base em toda a região que ajude Israel será nosso alvo".
Nos Emirados Árabes Unidos, o Ministério da Defesa informou que o país foi alvo de mísseis balísticos iranianos em um "ataque flagrante", interceptados em parte. Dois mísseis atingiram o território, causando danos materiais e a morte de um cidadão asiático em uma zona residencial de Abu Dabi. O governo bahreinita confirmou o ataque contra a estrutura naval da Quinta Frota em seu território. No Kuwait, imagens divulgadas pela mídia estatal iraniana mostraram uma coluna de fumaça próxima a zona portuária.
Histórico de ameaças e avisos prévios
Em janeiro de 2026, com as negociações ainda em andamento e diante de uma onda de protestos internos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, o Irã escalou sua retórica. Um oficial iraniano de alto escalão afirmou à agência Reuters que Teerã havia comunicado países da região — da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos até a Turquia — que bases dos EUA nesses territórios seriam atacadas em caso de ofensiva americana. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou: "No caso de um ataque ao Irã, os territórios ocupados, bem como todas as bases e navios dos EUA, serão nosso alvo legítimo".
Diante das ameaças, os EUA chegaram a evacuar soldados de algumas de suas principais bases militares no Oriente Médio. O espaço aéreo iraniano ficou vazio na manhã de 28 de fevereiro de 2026, após o início das operações, e companhias aéreas redirecionaram rotas sobre a região.
Panorama das bases americanas em jogo
Base
País
Característica
Al-Udeid
Catar
Maior base dos EUA no Oriente Médio; mais de 10 mil soldados
Al-Salem
Kuwait
Base aérea no norte do Golfo Pérsico
Al-Dhafra
Emirados Árabes Unidos
Base aérea estratégica
Quinta Frota
Bahrein
Sede naval dos EUA no Golfo Pérsico
Iraque (múltiplas)
Iraque
Atacadas em junho de 2025
Os EUA possuem 128 bases militares em 51 países em cinco continentes, com cerca de 40 mil tropas posicionadas no Oriente Médio.
Reações internacionais
O ataque conjunto de EUA e Israel desencadeou reações internacionais e temor de expansão do conflito para além do Oriente Médio, segundo registros da imprensa internacional em 28 de fevereiro de 2026. Governos de países europeus e asiáticos emitiram notas de preocupação, pedindo contenção de ambos os lados. A ONU convocou reunião de emergência do Conselho de Segurança para tratar do escalada.
(*) Com informações das fontes: G1/Globo, Veja/Abril, CNN Brasil, DW Brasil, BBC Brasil, Agência Brasil/EBC, Poder360, InfoMoney, Monitor do Oriente, RFI Brasil, 20 Minutos