"> Dólar sobe, ouro e Ibovespa caem

 

Economia - 14/10/2026 - 17:24:48

 

Dólar sobe, ouro e Ibovespa caem

Dólar PTAX sobe 0,69% e fecha em R$ 5,0435; Ibovespa recua 0,19% a 206.401,67 pontos

 

Da Redação .

Foto(s): Arte @HORA

 

Na sessão de 14 de outubro de 2026, a taxa PTAX de venda do dólar encerrou em R$ 5,0441 e o Ibovespa variou menos 0,19%. A inflação de setembro dos Estados Unidos, o cenário eleitoral brasileiro e o movimento do ouro e da prata após dados de compras da China estiveram entre os fatores do dia.

Na sessão de 14 de outubro de 2026, a taxa PTAX de venda do dólar encerrou em R$ 5,0441 e o Ibovespa variou menos 0,19%. A inflação de setembro dos Estados Unidos, o cenário eleitoral brasileiro e o movimento do ouro e da prata após dados de compras da China estiveram entre os fatores do dia.

Fechamento do dia

No fechamento de 14 de outubro de 2026, a taxa PTAX de compra do dólar comercial foi de R$ 5,0435 e a de venda de R$ 5,0441, alta de 0,69% em relação ao dia anterior (R$ 5,0090 e R$ 5,0096). O Ibovespa encerrou o pregão em 206.401,67 pontos, recuo de 0,19%, ou 402,56 pontos, frente aos 206.804,23 pontos de 13 de outubro. Dados parciais da B3 às 17h00 registraram volume financeiro negociado de R$ 41.104.175.992 e 5.538.640 negócios.

Fatores que influenciaram o mercado no dia

A sessão ocorreu após a divulgação do índice de preços ao consumidor de setembro dos Estados Unidos. O dado ficou acima do esperado pelo mercado e elevou a probabilidade de novo ajuste de juros pelo Federal Reserve, com rendimentos reais do Tesouro americano em torno de 2,95%. O cenário sustentou a moeda americana globalmente e pressionou ativos de renda variável e metais preciosos.

No plano interno, o mercado operou em meio à reta final do cenário eleitoral, com segundo turno marcado para 25 de outubro. Após a primeira sessão seguinte ao primeiro turno, em 5 de outubro, quando o Ibovespa subiu 7,70% e o dólar recuou 4,55% na PTAX, as sessões seguintes foram de ajuste de posições. Em 13 de outubro, primeiro pregão após o feriado de 12 de outubro, o dólar à vista subiu 0,74% e o Ibovespa recuou 1,04%.

Ouro, prata e o caso da China

No período recente, a China voltou a ocupar o centro do debate sobre metais preciosos. O banco central chinês adicionou cerca de 23 toneladas de ouro às reservas em setembro, o maior volume mensal em quase três anos, no 23º mês consecutivo de compras. As importações chinesas de ouro somaram mais de 1.000 toneladas entre janeiro e agosto de 2026, crescimento de 72% na comparação anual, e os prêmios no mercado físico de Xangai se ampliaram. Esse conjunto de dados deu sustentação aos preços do metal no início de outubro.

Já a prata operou em sentido oposto na mesma janela. A desaceleração do setor solar na China pode reduzir a demanda do metal por fabricantes de painéis fotovoltaicos; a demanda do setor fotovoltaico por prata tem projeção de queda de 19% em 2026, de 186,6 milhões para 151,0 milhões de onças. No dia 14, a prata cotava cerca de US$ 58,58 por onça, com queda de 2,78% na sessão.

Após o episódio das compras chinesas, o ouro spot recuou para US$ 4.080,39 por onça em 14 de outubro. Em reais, a cotação de compra do ouro por grama fechou em R$ 661,6162, recuo de 1,20% no dia. O movimento de baixa nos metais preciosos, associado ao dólar mais caro, influenciou papéis do setor de mineração e commodities no mercado acionário brasileiro.

Análise dos últimos 20 dias úteis

Entre 16 de setembro e 14 de outubro de 2026, a PTAX de compra do dólar variou de R$ 5,1520 para R$ 5,0435, recuo acumulado de 2,11%. A cotação máxima do período foi R$ 5,2232, em 2 de outubro, e a mínima R$ 4,9692, em 6 de outubro. A variação de maior magnitude ocorreu em 5 de outubro, com queda de 4,55%, no primeiro pregão após o primeiro turno eleitoral.

A cotação de compra do ouro por grama, em reais, passou de R$ 720,7611 para R$ 661,6162 no mesmo intervalo, recuo acumulado de 8,21%. A máxima foi R$ 723,6269, em 17 de setembro, e a mínima R$ 658,9547, em 7 de outubro. As maiores quedas diárias foram de 3,65% em 28 de setembro e de 4,44% em 5 de outubro.

Em setembro, o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa Selic de 14,00% para 13,75% ao ano. A mediana das expectativas do Boletim Focus aponta Selic em 13,50% ao ano no encerramento de 2026, com probabilidade elevada de novo corte de 0,25 ponto percentual na reunião de novembro. O IPCA em 12 meses estava em 4,58% até setembro.

Resumo do fechamento diário (14/10/2026)

Indicador Valor de fechamento Variação diária
Dólar comercial (compra PTAX) R$ 5,0435 +0,69%
Dólar comercial (venda PTAX) R$ 5,0441 +0,69%
Ibovespa (pontos) 206.401,67 -0,19%

Maiores altas do pregão (B3)

Código Nome da empresa Variação diária
FSPE11F Fiset Pesca FISET FSPE Pfd +66,67%
JFEN3F João Fortes Engenharia S.A. +23,15%
TCSA3 Tecnisa S.A. +20,55%
LUPA3F Lupatech S.A. +19,05%
JFEN3 João Fortes Engenharia S.A. +18,30%

Maiores baixas do pregão (B3)

Código Nome da empresa Variação diária
BHIA3F Grupo Casas Bahia S.A. -26,03%
BHIA3 Grupo Casas Bahia S.A. -25,69%
ONCO11F Oncoclínicas do Brasil Serviços Médicos S.A. -20,83%
SEQL3 Sequoia Logística e Transportes SA -14,29%
AMER3F Americanas SA -12,88%

Cotações referem-se às 17h00 de 14/10/2026, com atraso de 15 minutos, conforme dados da B3.

Variação mensal do dólar comercial (PTAX), 16/09 a 14/10/2026

Data Compra (R$) Venda (R$) Var. compra Var. venda
16/09/2026 5,1520 5,1527 +0,07% +0,07%
17/09/2026 5,1515 5,1521 -0,01% -0,01%
18/09/2026 5,1569 5,1575 +0,10% +0,10%
21/09/2026 5,1111 5,1117 -0,89% -0,89%
22/09/2026 5,1155 5,1161 +0,09% +0,09%
23/09/2026 5,1408 5,1414 +0,49% +0,49%
24/09/2026 5,1789 5,1795 +0,74% +0,74%
25/09/2026 5,1985 5,1991 +0,38% +0,38%
28/09/2026 5,2126 5,2132 +0,27% +0,27%
29/09/2026 5,2198 5,2204 +0,14% +0,14%
30/09/2026 5,1803 5,1809 -0,76% -0,76%
01/10/2026 5,2073 5,2079 +0,52% +0,52%
02/10/2026 5,2232 5,2238 +0,31% +0,31%
05/10/2026 4,9853 4,9859 -4,55% -4,55%
06/10/2026 4,9692 4,9698 -0,32% -0,32%
07/10/2026 4,9929 4,9935 +0,48% +0,48%
08/10/2026 5,0113 5,0119 +0,37% +0,37%
09/10/2026 4,9886 4,9892 -0,45% -0,45%
13/10/2026 5,0090 5,0096 +0,41% +0,41%
14/10/2026 5,0435 5,0441 +0,69% +0,69%

Variação mensal do ouro comercial (R$ por grama), 16/09 a 14/10/2026

Data Compra (R$/g) Venda (R$/g) Var. compra Var. venda
16/09/2026 720,7611 720,8590 +1,51% +1,51%
17/09/2026 723,6269 723,7112 +0,40% +0,40%
18/09/2026 722,1538 722,2378 -0,20% -0,20%
21/09/2026 714,2398 714,3236 -1,10% -1,10%
22/09/2026 711,8703 711,9538 -0,33% -0,33%
23/09/2026 707,7093 707,7919 -0,58% -0,58%
24/09/2026 708,4679 708,5499 +0,11% +0,11%
25/09/2026 717,2323 717,3151 +1,24% +1,24%
28/09/2026 691,0513 691,1308 -3,65% -3,65%
29/09/2026 697,4613 697,5414 +0,93% +0,93%
30/09/2026 692,3684 692,4485 -0,73% -0,73%
01/10/2026 698,2167 698,2971 +0,84% +0,84%
02/10/2026 693,4679 693,5475 -0,68% -0,68%
05/10/2026 662,6745 662,7542 -4,44% -4,44%
06/10/2026 665,0428 665,1231 +0,36% +0,36%
07/10/2026 658,9547 659,0339 -0,92% -0,92%
08/10/2026 662,0822 662,1614 +0,47% +0,47%
09/10/2026 672,2275 672,3083 +1,53% +1,53%
13/10/2026 669,6524 669,7326 -0,38% -0,38%
14/10/2026 661,6162 661,6949 -1,20% -1,20%

(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxa PTAX do dólar e cotação de fechamento do ouro), B3 (Ibovespa, volume e ações em alta e baixa), Refinitiv (cotações), e veículos de imprensa econômica (contexto de mercado, inflação dos Estados Unidos, cenário eleitoral e metais preciosos).

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