O ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, advertiu que a ajuda da União Europeia à Grécia poderá ser suspensa se esse país interromper o processo de reformas e descumprir os compromissos adquiridos.
"Se um novo Governo grego suspender unilateralmente os acordos, não poderemos continuar dando novas ajudas", assinala Westerwelle em declarações publicadas neste sábado pelo rotativo Die Welt.
O ministro ressalta, no entanto, que tem a esperança de que os partidos pró-europeus cheguem finalmente a um acordo de coalizão em Atenas. "Desejamos que a Grécia consiga isso. É por isso que ajudamos. Mas, em troca, os gregos devem cumprir seus compromissos de reformas", disse Westerwelle.
Essa opinião é semelhante às de outros destacados políticos alemães, entre eles o líder do grupo parlamentar democrata-cristão (CDU), Volker Kauder, e o presidente da Confederação dos Bancos Alemães, Andreas Schmitz.
Schmitz, no entanto, é contrário à ideia de que a Grécia deve abandonar a zona do euro se não resolver sua atual crise institucional. mbora a "Grécia constitua um caso excepcional", sua saída do euro traria consigo o risco de os investidores temerem o contágio a outros países e elevarem de forma desmedida os juros para os créditos, assinala Schmitz.