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O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, com movimentos de correção nos principais indicadores. O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,1668 na taxa PTAX de compra, queda de 0,31% em relação ao dia anterior, quando havia registrado R$ 5,1830. Na venda, a moeda encerrou a R$ 5,1674, também com retração de 0,31% frente aos R$ 5,1836 de terça-feira, 11 de fevereiro. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,94%, fechando aos 187.953 pontos, após ter atingido 189.731,70 pontos no pregão anterior.
A sessão foi marcada pela acomodação de preços após o índice ter batido a marca histórica dos 190 mil pontos na véspera. Economistas atribuem o movimento a uma correção técnica natural, aliada à divulgação de dados do setor de serviços no Brasil. A queda foi puxada por blue chips como Petrobras, Itaú e Vale, enquanto Banco do Brasil figurou entre as altas após divulgação de balanço.
Fatores que influenciaram o desempenho diário
O recuo do dólar manteve a trajetória de desvalorização iniciada no começo de fevereiro, refletindo um cenário externo favorável aos mercados emergentes. A queda do índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de divisas, contribuiu para a valorização do real. A continuidade do movimento de rotação de fluxos globais em direção a economias emergentes manteve o apetite por risco, beneficiando moedas como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.
A divulgação de dados de serviços no Brasil trouxe sinais de moderação na atividade econômica, o que gerou alívio marginal na curva de juros futuros. Especialistas apontam que, embora o dado seja positivo, não foi suficiente para sustentar alta no Ibovespa. O Tesouro Nacional realizou captação de US$ 4,5 bilhões no mercado internacional por meio de títulos com vencimento em 2036 e 2056, movimento que tradicionalmente abre janela para emissões corporativas e reforça a expectativa de entrada de dólares no país.
No cenário externo, a continuidade da temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos e dados de pedidos de auxílio desemprego mantiveram os investidores atentos. A alta das bolsas norte-americanas, europeias e asiáticas ofereceu suporte às moedas emergentes de forma geral.
Commodities e impacto da China
O mercado de metais preciosos registrou volatilidade em janeiro de 2026, com reflexos nas primeiras semanas de fevereiro. A prata atingiu US$ 121 por onça troy no pico de janeiro, após alta de 170% em 2025 e avanço adicional de 60% no início do ano. O movimento refletiu prêmios elevados nos contratos de Xangai em relação a Londres, combinados com abertura de posições alavancadas por investidores de varejo e fundos quantitativos na China.
Autoridades chinesas reclassificaram a prata como mineral essencial em janeiro de 2026, introduzindo cotas de exportação limitadas a produtores com capacidade acima de 80 toneladas anuais. A medida concentrou saídas em grupos estatais e priorizou abastecimento interno para indústrias de energia solar, semicondutores e infraestrutura de inteligência artificial. Bancos domésticos restringiram produtos de acumulação de ouro para varejo, elevando valores mínimos de aplicação para 100 mil yuans e limitando operações durante feriados.
A queda de 26% da prata em 31 de janeiro foi a maior já registrada para o metal, enquanto o ouro caiu 9% em seu pior dia em mais de uma década. Janeiro de 2026 entrou para a história como o mês mais volátil da história dos metais preciosos, segundo análises de mercado. O episódio gerou reverberações nos mercados globais, com investidores reavaliando posições em commodities e ativos de risco.
Análise do último mês
Entre 13 de janeiro e 12 de fevereiro de 2026, o dólar comercial apresentou trajetória de desvalorização de 3,88% na taxa de compra, saindo de R$ 5,3758 para R$ 5,1668. O movimento foi marcado por quedas consistentes, especialmente na última semana de janeiro, quando a moeda rompeu a barreira dos R$ 5,20. O menor patamar do período foi registrado em 28 de janeiro, com R$ 5,1832 na compra.
O Ibovespa acumulou sequência de recordes ao longo do mês, impulsionado pela valorização de ações de bancos e commodities. Analistas do Itaú BBA apontaram que, após superar os 187 mil pontos, o índice abriu caminho para seguir em direção aos 200 mil pontos. O próximo objetivo de médio prazo está na região dos 250 mil pontos, correspondente ao topo do canal de alta de longo prazo.
O ouro cotado em reais por grama oscilou entre R$ 780,71 (em 02 de fevereiro) e R$ 879,55 (em 28 de janeiro), refletindo a volatilidade do mercado internacional de metais preciosos. No dia 12 de fevereiro, o ouro fechou a R$ 841,63 na compra e R$ 841,73 na venda, com recuo de 0,13% em relação ao dia anterior.
Fatores macroeconômicos domésticos mantiveram-se no radar dos investidores. O Boletim Focus reduziu a projeção de inflação para 3,97% em 2026, enquanto a estimativa para a taxa Selic foi mantida em 12,25% ao ano até o final do ano. Analistas destacam que a dinâmica dos juros locais e a percepção de risco fiscal e político continuam sendo determinantes para o desempenho dos ativos brasileiros.
Resumo do Fechamento Diário (12/02/2026)
| Indicador |
Valor de Fechamento |
Variação Diária |
| Dólar Comercial (Compra) |
R$ 5,1668 |
-0,31% |
| Dólar Comercial (Venda) |
R$ 5,1674 |
-0,31% |
| Ibovespa |
187.953,00 pontos |
-0,94% |
Maiores Altas do Ibovespa (12/02/2026)
| Código |
Empresa |
Variação |
| TELB3 |
Telecomunicacoes Brasileiras SA |
+7,36% |
| CBEE3 |
Ampla Energia e Servicos SA |
+6,64% |
| CEBR6 |
Companhia Energetica de Brasilia CEB Pfd B |
+5,61% |
Maiores Baixas do Ibovespa (12/02/2026)
| Código |
Empresa |
Variação |
| FICT3 |
Fictor Alimentos SA |
-11,43% |
| MGEL4 |
Mangels Industrial SA Pfd Shs |
-10,82% |
| BRKM5 |
Braskem SA Pfd A |
-10,34% |
Quadro de Variação Mensal do Dólar (13/01 a 12/02/2026)
| Data |
Compra (R$) |
Venda (R$) |
Var. Compra |
Var. Venda |
| 13/01/2026 |
5,3758 |
5,3764 |
0,00% |
0,00% |
| 14/01/2026 |
5,3789 |
5,3795 |
+0,06% |
+0,06% |
| 15/01/2026 |
5,3840 |
5,3846 |
+0,09% |
+0,09% |
| 16/01/2026 |
5,3792 |
5,3798 |
-0,09% |
-0,09% |
| 19/01/2026 |
5,3647 |
5,3653 |
-0,27% |
-0,27% |
| 20/01/2026 |
5,3784 |
5,3790 |
+0,26% |
+0,26% |
| 21/01/2026 |
5,3362 |
5,3368 |
-0,78% |
-0,78% |
| 22/01/2026 |
5,3112 |
5,3118 |
-0,47% |
-0,47% |
| 23/01/2026 |
5,2872 |
5,2879 |
-0,45% |
-0,45% |
| 26/01/2026 |
5,2754 |
5,2760 |
-0,22% |
-0,23% |
| 27/01/2026 |
5,2386 |
5,2392 |
-0,70% |
-0,70% |
| 28/01/2026 |
5,1832 |
5,1838 |
-1,06% |
-1,06% |
| 29/01/2026 |
5,1950 |
5,1956 |
+0,23% |
+0,23% |
| 30/01/2026 |
5,2295 |
5,2301 |
+0,66% |
+0,66% |
| 02/02/2026 |
5,2581 |
5,2587 |
+0,55% |
+0,55% |
| 03/02/2026 |
5,2230 |
5,2236 |
-0,67% |
-0,67% |
| 04/02/2026 |
5,2353 |
5,2359 |
+0,24% |
+0,24% |
| 05/02/2026 |
5,2574 |
5,2580 |
+0,42% |
+0,42% |
| 06/02/2026 |
5,2335 |
5,2341 |
-0,45% |
-0,45% |
| 09/02/2026 |
5,1937 |
5,1943 |
-0,76% |
-0,76% |
| 10/02/2026 |
5,2015 |
5,2021 |
+0,15% |
+0,15% |
| 11/02/2026 |
5,1830 |
5,1836 |
-0,36% |
-0,36% |
| 12/02/2026 |
5,1668 |
5,1674 |
-0,31% |
-0,31% |
Quadro de Variação Mensal do Ouro (13/01 a 12/02/2026)
| Data |
Compra (R$/grama) |
Venda (R$/grama) |
Var. Compra |
Var. Venda |
| 13/01/2026 |
798,31 |
798,40 |
0,00% |
0,00% |
| 14/01/2026 |
798,65 |
798,74 |
+0,04% |
+0,04% |
| 15/01/2026 |
798,93 |
799,02 |
+0,04% |
+0,04% |
| 16/01/2026 |
790,59 |
790,68 |
-1,04% |
-1,04% |
| 19/01/2026 |
806,24 |
806,33 |
+1,98% |
+1,98% |
| 20/01/2026 |
819,13 |
819,22 |
+1,60% |
+1,60% |
| 21/01/2026 |
831,57 |
831,67 |
+1,52% |
+1,52% |
| 22/01/2026 |
831,82 |
831,92 |
+0,03% |
+0,03% |
| 23/01/2026 |
843,39 |
843,50 |
+1,39% |
+1,39% |
| 26/01/2026 |
863,40 |
863,50 |
+2,37% |
+2,37% |
| 27/01/2026 |
856,40 |
856,50 |
-0,81% |
-0,81% |
| 28/01/2026 |
879,55 |
879,65 |
+2,70% |
+2,70% |
| 29/01/2026 |
873,40 |
873,50 |
-0,70% |
-0,70% |
| 30/01/2026 |
844,28 |
844,38 |
-3,33% |
-3,33% |
| 02/02/2026 |
780,71 |
780,80 |
-7,53% |
-7,53% |
| 03/02/2026 |
828,00 |
828,09 |
+6,06% |
+6,06% |
| 04/02/2026 |
826,28 |
826,37 |
-0,21% |
-0,21% |
| 05/02/2026 |
813,97 |
814,06 |
-1,49% |
-1,49% |
| 06/02/2026 |
832,70 |
832,79 |
+2,30% |
+2,30% |
| 09/02/2026 |
844,64 |
844,74 |
+1,43% |
+1,43% |
| 10/02/2026 |
838,01 |
838,10 |
-0,79% |
-0,79% |
| 11/02/2026 |
842,76 |
842,86 |
+0,57% |
+0,57% |
| 12/02/2026 |
841,64 |
841,73 |
-0,13% |
-0,13% |
(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil, B3, Refinitiv, CNN Brasil, InfoMoney, Agência Brasil e Bloomberg Línea.
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