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O mercado financeiro brasileiro encerrou o primeiro pregão de setembro de 2026 com recuo da taxa de câmbio e alta do índice de ações. Na data de referência de 1º de setembro, a taxa PTAX de compra do dólar comercial fechou em R$ 5,1564 e a de venda em R$ 5,1570. O Ibovespa, principal índice da B3, registrou 179.676,78 pontos no fechamento após as 17h.
Na comparação com o pregão anterior de 31 de agosto, a taxa de compra do dólar apresentou variação de -0,47% e a taxa de venda também de -0,47%. O Ibovespa variou +1,27% no mesmo período.
Análise do dia 1º de setembro de 2026
Entre os fatores que influenciaram o desempenho do mercado no dia, destaca-se a divulgação pelo IBGE do Produto Interno Bruto do segundo trimestre de 2026, que registrou crescimento de 0,5% na comparação com o primeiro trimestre e de 2% na comparação com o mesmo período de 2025. O dado ficou acima da mediana das estimativas de analistas, que projetavam alta de 0,4%. Pela ótica da produção, o crescimento foi puxado pela agropecuária, com alta de 2,8%, enquanto serviços registraram 0,2% e indústria 0,1%.
O resultado do PIB foi interpretado pelo mercado como indicativo de desaceleração gradual da atividade econômica, o que reforça expectativas de continuidade dos cortes na taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. Essa perspectiva contribuiu para a entrada de capital estrangeiro no mercado acionário brasileiro e para o recuo da taxa de câmbio.
No cenário externo, os mercados acompanharam as tensões no Oriente Médio, com novos episódios envolvendo Estados Unidos e Irã no Golfo Pérsico, que elevaram os preços do petróleo. O barril de petróleo operou acima de US$ 92, o que beneficiou as ações de empresas do setor energético na B3, entre elas a Petrobras. A valorização desses papéis contribuiu para o desempenho positivo do Ibovespa.
Também estiveram em pauta as pesquisas eleitorais para a presidência da República, com divulgação de novos levantamentos que indicaram empate técnico entre os principais candidatos em cenário de segundo turno. Esse fator gerou ajustes nas posições dos investidores ao longo do pregão.
Ouro, prata e o contexto chinês
Os preços do ouro e da prata registraram movimentos relevantes ao longo de agosto e início de setembro, com influência direta das políticas e da demanda chinesa. O Banco Popular da China adicionou cerca de 20 toneladas de ouro às suas reservas em julho de 2026, configurando a maior compra mensal desde outubro de 2023 e estendendo para 21 meses consecutivos a série de aquisições anunciadas. As reservas oficiais de ouro da China alcançaram 2.366 toneladas no período.
Além das compras do banco central, o mercado de ouro na China registrou movimento divergente entre demanda de investimento e consumo de joias. Os preços elevados do metal pressionaram o consumo de joias, enquanto a demanda de investimento se manteve elevada. Na cidade de Shenzhen, no distrito de Shuibei, principal polo industrial de ourivesaria do país, foram registradas transações de compra de volumes superiores a um quilo de ouro em operações individuais durante o mês de agosto.
No mercado de prata, a China mantém desde outubro de 2025 política de controle de exportações que substituiu o sistema de cotas por regime de licenciamento caso a caso. A medida abrange empresas com capacidade de produção anual superior a 80 toneladas e exige análise de dimensões como perfil do comprador e conformidade de uso. Essa política influencia a oferta global de prata e os preços internacionais do metal.
No dia 1º de setembro, o ouro comercial no Brasil fechou com taxa de compra de R$ 724,8243 por grama e taxa de venda de R$ 724,9086 por grama, com variação diária de -1,76% na compra e -1,76% na venda em relação ao dia anterior. O recuo nos preços do ouro no final de agosto e início de setembro está associado à alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e à valorização do dólar no exterior, após o discurso do presidente do Federal Reserve no Simpósio de Jackson Hole, que adotou tom mais restritivo sobre a política monetária.
Análise mensal: agosto de 2026
Ao longo de agosto, o dólar comercial acumulou alta de 2,16% frente ao real. A taxa de compra passou de R$ 5,0717 em 3 de agosto para R$ 5,1810 em 31 de agosto. O movimento esteve associado a fatores externos e domésticos.
No exterior, o principal fator foi a mudança nas expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve. Após a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto em 29 de julho, na qual três membros votaram por aumento imediato da taxa de juros, o maior dissenso desde 2016, o mercado passou a atribuir probabilidade relevante a um aumento da taxa americana em setembro. O discurso do presidente do Fed em Jackson Hole, no final de agosto, reforçou essa perspectiva, levando à alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro e à valorização do dólar frente a moedas de economias emergentes.
Domesticamente, o cenário eleitoral para as eleições de outubro influenciou o comportamento do câmbio ao longo do mês, com ajustes nas posições dos investidores conforme eram divulgadas novas pesquisas de intenção de voto. A sazonalidade de final de mês também contribuiu para ajustes nas carteiras.
O Ibovespa encerrou o mês de agosto com variação de -0,33%. O índice oscilou ao longo do período, com influência dos preços das commodities, das expectativas sobre a taxa Selic e do cenário eleitoral. A entrada de capital estrangeiro registrada no final do mês e no início de setembro contribuiu para a reversão do movimento de queda.
O ouro, por sua vez, registrou valorização ao longo da maior parte de agosto, com a taxa de compra passando de R$ 658,1625 por grama em 3 de agosto para R$ 770,7018 por grama em 24 de agosto, antes de recuar nos dias finais do mês e início de setembro. A trajetória esteve associada às compras de bancos centrais, à demanda chinesa e às tensões geopolíticas globais.
Resumo do Fechamento Diário (1º de setembro de 2026)
| Indicador |
Valor |
Variação Diária (%) |
| Dólar Comercial (Compra) |
R$ 5,1564 |
-0,47 |
| Dólar Comercial (Venda) |
R$ 5,1570 |
-0,47 |
| Ibovespa |
179.676,78 pontos |
+1,27 |
Maiores Altas do Dia
| Código |
Nome Completo da Empresa |
Variação Diária (%) |
| MWET3 |
Wetzel S.A. |
+31,13 |
| BHIA3F |
Grupo Casas Bahia S.A. |
+27,94 |
| MWET4F |
Wetzel S.A. Non-Cum Perp Pfd Registered Shs |
+24,00 |
| BHIA3 |
Grupo Casas Bahia S.A. |
+17,65 |
| MRVE3 |
MRV Engenharia e Participações S.A. |
+6,17 |
Maiores Baixas do Dia
| Código |
Nome Completo da Empresa |
Variação Diária (%) |
| ONCO11 |
Oncoclínicas do Brasil Serviços Médicos S.A. |
-15,15 |
| SEQL3F |
Sequoia Logística e Transportes S.A. |
-14,29 |
| ONCO11F |
Oncoclínicas do Brasil Serviços Médicos S.A. |
-12,12 |
| ONCO3F |
Oncoclínicas do Brasil Serviços Médicos S.A. |
-9,45 |
| ONCO3 |
Oncoclínicas do Brasil Serviços Médicos S.A. |
-8,73 |
Variação Mensal do Dólar Comercial
| Data |
Compra (R$) |
Venda (R$) |
Variação Diária Compra (%) |
Variação Diária Venda (%) |
| 03/08/2026 |
5,0717 |
5,0723 |
— |
— |
| 04/08/2026 |
5,1047 |
5,1053 |
+0,65 |
+0,65 |
| 05/08/2026 |
5,1148 |
5,1154 |
+0,20 |
+0,20 |
| 06/08/2026 |
5,1011 |
5,1017 |
-0,27 |
-0,27 |
| 07/08/2026 |
5,0902 |
5,0908 |
-0,21 |
-0,21 |
| 10/08/2026 |
5,0957 |
5,0963 |
+0,11 |
+0,11 |
| 11/08/2026 |
5,1279 |
5,1285 |
+0,63 |
+0,63 |
| 12/08/2026 |
5,1632 |
5,1639 |
+0,69 |
+0,69 |
| 13/08/2026 |
5,1853 |
5,1859 |
+0,43 |
+0,43 |
| 14/08/2026 |
5,2230 |
5,2236 |
+0,73 |
+0,73 |
| 17/08/2026 |
5,2008 |
5,2014 |
-0,43 |
-0,43 |
| 18/08/2026 |
5,2037 |
5,2043 |
+0,06 |
+0,06 |
| 19/08/2026 |
5,1708 |
5,1714 |
-0,63 |
-0,63 |
| 20/08/2026 |
5,1856 |
5,1862 |
+0,29 |
+0,29 |
| 21/08/2026 |
5,1619 |
5,1625 |
-0,46 |
-0,46 |
| 24/08/2026 |
5,1506 |
5,1512 |
-0,22 |
-0,22 |
| 25/08/2026 |
5,1484 |
5,1490 |
-0,04 |
-0,04 |
| 26/08/2026 |
5,1598 |
5,1604 |
+0,22 |
+0,22 |
| 27/08/2026 |
5,1637 |
5,1642 |
+0,08 |
+0,08 |
| 28/08/2026 |
5,1999 |
5,2005 |
+0,70 |
+0,70 |
| 31/08/2026 |
5,1810 |
5,1816 |
-0,36 |
-0,36 |
| 01/09/2026 |
5,1564 |
5,1570 |
-0,47 |
-0,47 |
Variação Mensal do Ouro Comercial
| Data |
Compra (R$/g) |
Venda (R$/g) |
Variação Diária Compra (%) |
Variação Diária Venda (%) |
| 03/08/2026 |
658,1625 |
658,1858 |
— |
— |
| 04/08/2026 |
670,7884 |
670,8673 |
+1,92 |
+1,92 |
| 05/08/2026 |
695,7965 |
695,8781 |
+3,73 |
+3,73 |
| 06/08/2026 |
694,1216 |
694,2033 |
-0,24 |
-0,24 |
| 07/08/2026 |
710,2274 |
710,3111 |
+2,32 |
+2,32 |
| 10/08/2026 |
714,0835 |
714,1676 |
+0,54 |
+0,54 |
| 11/08/2026 |
722,6466 |
722,7311 |
+1,20 |
+1,20 |
| 12/08/2026 |
734,4523 |
734,5519 |
+1,63 |
+1,63 |
| 13/08/2026 |
727,6593 |
727,7435 |
-0,93 |
-0,93 |
| 14/08/2026 |
738,2332 |
738,3180 |
+1,45 |
+1,45 |
| 17/08/2026 |
740,2220 |
740,3074 |
+0,27 |
+0,27 |
| 18/08/2026 |
730,6515 |
730,7357 |
-1,29 |
-1,29 |
| 19/08/2026 |
747,5495 |
747,6363 |
+2,31 |
+2,31 |
| 20/08/2026 |
754,2691 |
754,3564 |
+0,90 |
+0,90 |
| 21/08/2026 |
765,9742 |
766,0632 |
+1,55 |
+1,55 |
| 24/08/2026 |
770,7018 |
770,7916 |
+0,62 |
+0,62 |
| 25/08/2026 |
769,7967 |
769,8864 |
-0,12 |
-0,12 |
| 26/08/2026 |
762,1566 |
762,2452 |
-0,99 |
-0,99 |
| 27/08/2026 |
765,5597 |
765,6338 |
+0,45 |
+0,45 |
| 28/08/2026 |
756,0192 |
756,1064 |
-1,25 |
-1,25 |
| 31/08/2026 |
737,8240 |
737,9094 |
-2,41 |
-2,41 |
| 01/09/2026 |
724,8243 |
724,9086 |
-1,76 |
-1,76 |
(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil, B3, IBGE, Refinitiv, Federal Reserve, World Gold Council.
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