"> Dólar estável, ouro cai e Ibovespa sobe

 

Economia - 23/10/2026 - 17:37:22

 

Dólar estável, ouro cai e Ibovespa sobe

Ibovespa fecha em alta de 0,92% no pregão anterior ao 2º turno; dólar PTAX fica em R$ 5,0371

 

Da Redação .

Foto(s): Arte @HORA

 

Na sexta-feira, 23 de outubro de 2026, Ibovespa atingiu 205.679,81 pontos. Dólar PTAX recuou 0,01% na compra. Ouro encerrou a R$ 648,1086 por grama, com queda de 1,20% no dia. Mercado ajustou posições na véspera do segundo turno das eleições presidenciais.

Na sexta-feira, 23 de outubro de 2026, Ibovespa atingiu 205.679,81 pontos. Dólar PTAX recuou 0,01% na compra. Ouro encerrou a R$ 648,1086 por grama, com queda de 1,20% no dia. Mercado ajustou posições na véspera do segundo turno das eleições presidenciais.

O pregão do dia 23 de outubro de 2026, sexta-feira, foi o último antes do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo, dia 25 de outubro. O Ibovespa, índice da bolsa brasileira, encerrou a sessão em 205.679,81 pontos, com variação de +0,92% em relação ao fechamento do dia anterior, quando ficou em 203.814,72 pontos. O contrato futuro do índice com vencimento em dezembro registrou variação positiva de 0,96% no dia.

No câmbio, a taxa PTAX do dólar comercial, divulgada pelo Banco Central após as 16h, foi de R$ 5,0371 na compra e R$ 5,0377 na venda. Em relação ao dia 22 de outubro (R$ 5,0377 na compra e R$ 5,0383 na venda), a moeda norte-americana variou -0,01%, tanto na compra quanto na venda. A moeda americana iniciou o dia com leve variação positiva e passou a operar em queda no decorrer da sessão. O volume negociado na B3 às 16h05 foi de R$ 33,23 bilhões, em 4.599.356 negócios.

Fatores domésticos do dia

Dois fatores internos dominaram a sessão. O primeiro foi a proximidade do segundo turno eleitoral. Pesquisa do Datafolha divulgada na véspera indicou empate técnico entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Investidores ajustaram posições antes do pleito, com redução de alavancagem e migração para ativos de menor risco na carteira.

O segundo fator foi a divulgação do IPCA-15, prévia da inflação de outubro, pelo IBGE. O índice registrou alta de 0,32% no mês, abaixo da projeção de mercado de cerca de 0,44% e abaixo dos 0,70% de setembro. A desaceleração mensal foi puxada por itens voláteis: preços de energia elétrica variaram -0,89% após mudança de bandeira tarifária, e passagens aéreas variaram -9,24%. No acumulado de 12 meses, a inflação passou de 4,47% para 4,62%, acima do teto da meta de 4,5%. O índice de difusão, que mede o espalhamento dos reajustes entre setores, passou de 53,7% para 58,86%. O grupo de alimentação e bebidas registrou alta de 0,88% no mês.

Para o Copom, que se reúne nos dias 3 e 4 de novembro, a expectativa de mercado é de redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano. Projeções do Boletim Focus indicam Selic em 13,25% ao ano no fechamento de 2026. O PIB de 2026 tem projeção de 1,83%, segundo o mesmo levantamento.

Entre as ações de maior peso, as ações da Petrobras variaram positivamente no dia, acompanhando a alta do petróleo no exterior. O Bradesco teve destaque negativo após divulgar lucro do terceiro trimestre em linha com as expectativas, mas com piora nos indicadores de inadimplência.

Cenário externo: petróleo, China e metais preciosos

No exterior, o barril do petróleo tipo Brent, referência internacional, variou +1,58% no dia, operando próximo a US$ 110. A alta foi associada a tensões na Ásia Ocidental e a riscos de descontinuidade de oferta. O movimento elevou os preços das ações de empresas do setor de energia na bolsa brasileira.

O episódio envolvendo a China que repercutiu sobre ouro e prata no período foi a escalada comercial com os Estados Unidos. O governo dos Estados Unidos anunciou tarifas de 100% sobre a totalidade das importações chinesas, com vigência a partir de 1º de novembro. Como resposta, a China anunciou restrições à exportação de terras-raras, insumos para cadeias industriais globais. O episódio elevou a demanda por ativos de reserva no início do período, impulsionando cotações de ouro e prata. Posteriormente, com a divulgação de negociações para suspensão temporária de tarifas e com juros americanos em nível elevado (rendimentos do Tesouro norte-americano em torno de 5%), os metais preciosos passaram a ceder.

O Banco Popular da China adicionou 23 toneladas de ouro às reservas oficiais em setembro de 2026, maior volume mensal desde outubro de 2023, e completou 23 meses consecutivos de compras, com reservas em 2.410 toneladas. Esse fluxo de compras sustentou as cotações no início do período.

No dia 23 de outubro, o ouro spot foi cotado a US$ 4.002,02 por onça, com variação de -1,19% em relação ao dia anterior (US$ 4.050,06). A prata, com maior exposição à demanda industrial, variou -4,6% no dia, cotada a US$ 54,76 por onça, e acumulava queda mais acentuada que o ouro no trimestre. No mercado brasileiro, o ouro em real por grama foi cotado a R$ 648,1086 na compra e R$ 648,1858 na venda no fechamento do dia 23, com variação de -1,20%.

Ações em alta e em baixa no dia

Entre as maiores altas do dia, registraram variação positiva as ações ordinárias e frações de Afluente Transmissão de Energia Elétrica (AFLT3 e AFLT3F), de Americanas (AMER3 e AMER3F) e a fração de Helbor Empreendimentos (HBOR3F). Entre as maiores baixas, registraram variação negativa as ações de Azevedo & Travassos (AZEV3 e AZEV3F), Sequoia Logística e Transportes (SEQL3F), Oncoclínicas do Brasil Serviços Médicos (ONCO11F) e Porto Sudeste VM (PSVM11). Os valores referem-se às 16h05 do dia 23 de outubro, conforme dados da B3.

Tendências dos últimos 20 dias úteis

No período de 24 de setembro a 23 de outubro de 2026 (21 dias úteis), a taxa PTAX do dólar na compra passou de R$ 5,1789 para R$ 5,0371, variação acumulada de -2,74%. A moeda americana atingiu o pico do período em R$ 5,2232 na compra, no dia 2 de outubro, e registrou variação de -4,55% no dia 5 de outubro, maior queda diária do período, passando a operar abaixo de R$ 5,00. Posteriormente, recuperou-se gradualmente até R$ 5,0820 na compra, em 16 de outubro, e voltou a ceder nos últimos pregões. A trajetória foi influenciada pelo ciclo de cortes da Selic, pelo fluxo de capitais externos e pela apreciação do real diante de commodities.

O ouro, por sua vez, passou de R$ 708,4679 por grama na compra, em 24 de setembro, para R$ 648,1086 em 23 de outubro, variação acumulada de -8,52% no período em moeda local. O ouro spot em dólar variou -5,95% no mesmo intervalo, de US$ 4.255,17 para US$ 4.002,02 por onça. A diferença entre as duas métricas decorre da valorização do real ante o dólar no período. O ouro em real atingiu o pico em R$ 717,2323 por grama, em 25 de setembro. Quedas diárias de maior magnitude ocorreram em 28 de setembro (-3,65%) e em 5 de outubro (-4,44%). A prata, com componente industrial, retraiu mais que o ouro no trimestre.

O Ibovespa, no mesmo intervalo, operou entre mínimas e máximas do período sob influência do cenário eleitoral, dos preços de commodities e das expectativas para o Copom. O fechamento de 205.679,81 pontos no dia 23 de outubro representa variação positiva no mês em curso.

Resumo do fechamento diário (23/10/2026)

Indicador Valor de fechamento Variação diária
Dólar comercial PTAX (compra) R$ 5,0371 -0,01%
Dólar comercial PTAX (venda) R$ 5,0377 -0,01%
Ibovespa (pontos) 205.679,81 +0,92%

Maiores altas do dia (dados B3 às 16h05)

Código Nome completo da empresa Variação diária
AFLT3 Afluente Transmissão de Energia Elétrica S.A. +16,34%
AFLT3F Afluente Transmissão de Energia Elétrica S.A. +15,45%
AMER3 Americanas S.A. +13,13%
AMER3F Americanas S.A. +12,92%
HBOR3F Helbor Empreendimentos S.A. +12,60%

Maiores baixas do dia (dados B3 às 16h05)

Código Nome completo da empresa Variação diária
AZEV3F Azevedo & Travassos S.A. -15,37%
SEQL3F Sequoia Logística e Transportes S.A. -14,29%
ONCO11F Oncoclínicas do Brasil Serviços Médicos S.A. -10,53%
AZEV3 Azevedo & Travassos S.A. -10,10%
PSVM11 Porto Sudeste VM S.A. -10,00%

Variação diária do dólar comercial PTAX (24/09 a 23/10/2026)

Data Compra (R$) Venda (R$) Variação compra (%) Variação venda (%)
24/09/2026 5,1789 5,1795    
25/09/2026 5,1985 5,1991 +0,38 +0,38
28/09/2026 5,2126 5,2132 +0,27 +0,27
29/09/2026 5,2198 5,2204 +0,14 +0,14
30/09/2026 5,1803 5,1809 -0,76 -0,76
01/10/2026 5,2073 5,2079 +0,52 +0,52
02/10/2026 5,2232 5,2238 +0,31 +0,31
05/10/2026 4,9853 4,9859 -4,55 -4,55
06/10/2026 4,9692 4,9698 -0,32 -0,32
07/10/2026 4,9929 4,9935 +0,48 +0,48
08/10/2026 5,0113 5,0119 +0,37 +0,37
09/10/2026 4,9886 4,9892 -0,45 -0,45
13/10/2026 5,0090 5,0096 +0,41 +0,41
14/10/2026 5,0435 5,0441 +0,69 +0,69
15/10/2026 5,0515 5,0521 +0,16 +0,16
16/10/2026 5,0820 5,0826 +0,60 +0,60
19/10/2026 5,0558 5,0564 -0,52 -0,52
20/10/2026 5,0134 5,0140 -0,84 -0,84
21/10/2026 5,0270 5,0277 +0,27 +0,27
22/10/2026 5,0377 5,0383 +0,21 +0,21
23/10/2026 5,0371 5,0377 -0,01 -0,01

Variação diária do ouro comercial (por grama, em R$) (24/09 a 23/10/2026)

Data Compra (R$/g) Venda (R$/g) Variação compra (%) Variação venda (%)
24/09/2026 708,4679 708,5499    
25/09/2026 717,2323 717,3151 +1,24 +1,24
28/09/2026 691,0513 691,1308 -3,65 -3,65
29/09/2026 697,4613 697,5414 +0,93 +0,93
30/09/2026 692,3684 692,4485 -0,73 -0,73
01/10/2026 698,2167 698,2971 +0,84 +0,84
02/10/2026 693,4679 693,5475 -0,68 -0,68
05/10/2026 662,6745 662,7542 -4,44 -4,44
06/10/2026 665,0428 665,1231 +0,36 +0,36
07/10/2026 658,9547 659,0339 -0,92 -0,92
08/10/2026 662,0822 662,1614 +0,47 +0,47
09/10/2026 672,2275 672,3083 +1,53 +1,53
13/10/2026 669,6524 669,7326 -0,38 -0,38
14/10/2026 661,6162 661,6949 -1,20 -1,20
15/10/2026 673,8927 673,9728 +1,86 +1,86
16/10/2026 680,9594 681,0398 +1,05 +1,05
19/10/2026 673,1194 673,1993 -1,15 -1,15
20/10/2026 665,7018 665,7814 -1,10 -1,10
21/10/2026 667,7736 667,8666 +0,31 +0,31
22/10/2026 655,9505 656,0286 -1,77 -1,77
23/10/2026 648,1086 648,1858 -1,20 -1,20

(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxa PTAX do dólar e cotação de fechamento do ouro), B3 (Ibovespa, volume e variações de ações), IBGE (IPCA-15), Refinitiv (ouro spot), Reuters, Datafolha e veículos de imprensa econômica.

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